Preciso fazer um
mea culpa e admitir a minha ignorância ao dizer que não gostava muito dos sul africanos.
Esse meu desentendimento se deu por conta de dois fatores: tempo e armazenagem.
Explico: Fui tentar tomar um Fleur du Cap 2004 em 2010 que enfrentou mudanças de residência, calor e todas as condições adversas que um vinho pode suportar (ou não pode, melhor dizendo). Estava horrível.
E fiquei com essa má impressão até o Maurício, da Grand Cru da Barra me explicar que os sul africanos, na maioria das vezes, já vêm prontinhos para tomar, não necessitando de guarda. Na verdade, não tentei guardar, o vinho ficou esquecido mesmo. Quando lembrei e abri, decepção total.
Até o Nederburg. Quando tudo mudou e percebi a injustiça que estava cometendo.
Viva a África do Sul! Vou correndo comprar um Fleur du Cap - mais jovem, é claro.
Seguem os dados desse excelente sul africano.
"Nederburg é a vinícola líder e mais condecorada da África do Sul, tendo recebido mais prêmios internacionais e nacionais do que qualquer outra vinícola sul africana.
Principal marca de vinhos da Distell, Nederburg é exportada para os mais importantes mercados do Reino Unido, Europa, América do Norte e América Latina, onde vem construindo uma reputação de vinhos de estilo clássico com ricos sabores frutados. Seu crescente sucesso como uma marca global de estilo de vida é o resultado de uma estrutura que inclui permanente pesquisa viticultural e a implementação de técnicas pioneiras de viticultura, uvas de altíssima qualidade, um grande investimento em instalações para elaboração de vinho e uma rede internacional de distribuição e marketing.
O romeno Razvan Macici lidera o time como enólogo chefe. Ele é auxiliado por dois enólogos sul africanos, Elunda Basson, que elabora os tintos, e Tariro Masayiti, que faz os brancos.Com sua marca registrada de finesse e fruta, os vinhos Nederburg são feitos para quem tem sede de descobertas."
Fonte: Casa Flora
As uvas foram colhidas à mão e por máquinas, os bagos são prensados e a fermentação alcoólica em tanques de aço inox, por duas semanas. Passa por fermentação maloláctica (transformação do ácido málico em ácido láctico). O processo de envelhecimento ocorre em barricas novas, de primeiro e segundo uso, carvalho francês, americado e da europa central por 12-18 meses antes do engarrafamento.
Coloração vermelho rubi. e aroma de frutas vermelhas maduras, especiarias e toques de chocolate amargo.
Na boca é seco, acidez equlibrada com taninos finos e final intenso.
Teor alcoólico: 14 % vol
Servi hoje com um ravioli bem condimentado e ficou perfeito. Fiz questão de voltar aqui para escrever e me redimir com a África do Sul.
Curiosidade: A Distell também é a dona da marca do licor Amarula, que dispensa apresentações. Quem não conhece o famoso licor do elefante?