terça-feira, 14 de junho de 2011

Tre Filari Nero D'Avola IGT Cassara 2009


Acabei de escrever e o blog deu erro...
Isso já me aconteceu váááárias vezes... Acho melhor procurar outro que não me deixe na mão, porque eu sempre esqueço de salvar primeiro. Agora ter que escrever tudo novamente depois de perder o fio da meada... Aff...
Bem, como eu dizia, friozinho no RJ e vontade súbita de tomar uma taça de vinho.
Não havia preparado nada de especial nesta terça-feira. Nada de jantar, nada de tira-gostos... Nadinha. E os queijinhos da geladeira, achei melhor deixar para o final de semana para não comprometer o plano alimentar recém passado pela nutricionista. Mas uma tacinha de vinho não faz mal, não é?
E mais um siciliano que não desapontou.
Elaborado pela vinícola Antonello Cassarà utilizando colheita manual, este Nero D'Avola IGT, tem graduação alcoólica de 12,5%, coloração vermelho rubi, aroma de frutas vermelhas com toque de violeta e traços de tabaco.
Médio corpo, paladar persistente de ameixa e levemente apimentado. Vinho equilibrado e com taninos aveludados.
A uva Nero d'Avola também é conhecida por "Calabrese" e é produzida na região da Sicília, particularmente na província de Siracusa. É um tipo de uva nativa da Sicília e utilizada sozinha ou misturada a outras variedades.
Temperatura de serviço: 18-20°
Caiu muito bem essa taça.
Veremos o que a Sicília me trará na próxima vez.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Tres Palacios, Carmenere, Reserve , 2008

Ótimo chileno do Vale do Maipo. Elaborado pela Viña Tres Palacios.
Uva: Carmenère
Teor Alcoólico: 14%
Taninos suaves e frescura abundante. Produtividade baixa, não mais de 5,5 toneladas por hectare. Uvas são colhidas à mão, em abril. Fermentado em tanques de aço inoxidável, envelhecido em barris de carvalho francês por 6 meses. 
Coloração violeta profunda.
Aromas de framboesas, frutas silvestres e especiarias.
É um vinho sedoso, redondo e muito saboroso.
Seus taninos são firmes.

A Viña Tres Palacios é uma empresa familiar fundade em 1996 por Patricio Palacios e sua mulher Maria Inés Covarrubias. Juntos, aceitaram o desafio e se comprometeram a levar adiante a aventura com o objetivo de deixar um legado da essência da tradição da família Palacios-Covarrubias.
O foco principal é a produção de vinhos de excelente qualidade, feitos a partir de uvas cultivadas sob os mais altos padrões de controle de qualidade. Desta forma começaram sua produção de extraordinários vinhos, que em um curto período de tempo, já conseguiram atrair considerável atenção a ponto de receberem prêmios na maioria das competições internacionais.


Filosofia dos donos, o simpático casal Patricio e Maria Inés:

"...Así, mi espíritu juvenil me llevó a vivir a Europa y Latinoamérica en una frenética búsqueda de mi mismo, quedándome finalmente en Perú, donde conocí a mi mujer. Así armanos un equipo disímil, unido por un gran amor y amistad que nos potenció de forma positiva, y animó a construir, a partir de nuestras diferencias, raíces propias y originales. Juntos iniciamos la bella labor de formar una familia, cuyo sello debía ser el vínculo de unión a la tierra y una pertenencia a la naturaleza, la mayor congruencia y génesis de nuestra unión.
Amantes de la filosofía oriental, pensamos que nuestro paso por esta vida es un eslabón de una cadena donde se reciben enseñanzas de nuestros ancestros, las mismas que deben reorientarse a quienes nos continúan. Comprendimos así que nuestra actividad la dirigiríamos a la elaboración de la bíblica bebida: “el vino”. A ello nos volcaríamos en cuerpo y alma, con el afán de lograr acercarnos a la esencia de lo que podríamos llamar “excelencia”. Por más de tres años buscamos el “terroir” que a nuestro parecer entregaría lo que buscábamos: originalidad y extrema calidad. Una vez definido el lugar, el que apareció por una casualidad del destino, subimos con mi mujer y cuatro hijos a la loma más alta de nuestra propiedad, abrimos una botella del mejor vino de Chile y lo esparcimos en la tierra como un gesto de generosidad de nuestra parte a la naturaleza. Ese día también adquirimos el compromiso como familia de llevar este proyecto hasta las terceras generaciones, y en señal de ello la bautizamos como “Tres Palacios”.
Muchas veces recuerdo a mi abuelo y al Quijote de La Mancha detrás de sus sueños, y con satisfacción observo hoy día a mis nietos mientras pienso que estoy trabajando para dejarles un legado de forma de vida y felicidad...todo orientado a un mundo mejor. "
 


Fofos!

Fiquei tão encantada com a história da vinícola, quanto com o vinho.
Prova de que amor, determinação e união, sempre dão os melhores resultados.


Prêmios da vinícola:


Internacional Wine & Spirit Competition 2010
- Carmenère Cholqui 2007, Gold Medal(Best in Class)
- Merlot Cholqui 2007, Silver Medal (Best in Class)

- Carmènere Family vintage 2007, Silver Medal
- Cabernet Sauvignon Family Vintage 2007, Bronze
Internacional Wine & Spirit Competition
- Carmenère Cholqui 2005, Silver Medal (Best in Class)
- Merlot Cholqui 2005, Silver Medal (Best in Class)
- Carmènere Reserve 2005, Silver Medal
- Cabernet Sauvignon Family Vintage 2005, Bronze
- Merlot Family Vintage 2005, Bronze
Catad’ Or Grand Hyatt 2007- Merlot Cholqui 2005, Gold Medal
- Merlot Reserve 2006, Gold Medal
- Sauvignon Blanc Reserve 2007, Gold Medal
- Carmenère Cholqui 2005, Silver Medal
- Carmenère Family Vintage, Grand Reserve 2005, Silver Medal
Internacional Wine Challenge 2007- Carménère Cholqui 2005, Silver Medal
- Merlot Cholqui 2005, Silver Medal
- Cabernet Sauvignon Family Vintage 2005, Bronze Medal
Concours Mondial de Bruxelles 2007- Carménère Cholqui 2005, Great Gold Medal
- Cabernet Sauvignon Family Vintage 2005, Silver Medal
- Merlot Cholqui 2005, Silver Medal
Sélections Mondiales des Vins Canada 2007- Carmenere Family Vintage 2005, Gold Medal
- Merlot Cholqui 2005, Gold Medal
- Carmenere Cholqui 2005, Silver Medal
- Carmenere Reserve 2005, Silver Medal
First International Challenge of Carmenere 2007:
Carmenere al Mundo - Chile
- Carmenere Reserve 2005, Gold Medal
- Carmenere Family Vintage 2005, Silver Medal
- Carmenere Cholqui 2005, Silver Medal
4th Annual Wines of Chile Awards 2007- Family Vintage Merlot 2005, Silver Medal
- Carménère Reserve 2005, Bronze Medal
Internacional Wine Challenge 2006- Cabernet Sauvignon Grand Reserve 2004, Seal of Approval
- Carmenere Grand Reserve 2004, Seal of Approval
- Carmenere Reserve 2005, Bronze Medal
- Merlot Grand Reserve 2004, Seal of Approval
Catad’o Hyatt 2006- Merlot Reserve 2005, Silver Medal
- Merlot Family Vintage 2005, Silver Medal
- Cabernet Sauvignon Reserve 2005, Silver Medal
- Carmenere, Family Vintage 2005, Silver Medal
Concours Mundial de Bruxelles 2006- Carmènere Reserve 2005, Silver Medal
- Merlot Grand Reserve 2004, Gold Medal
- Carmènere Grand Reserve 2004, Gold Medal
International Wine Challenge 2005- Carménère Reserve 2002, Silver Medal
Concours Mundial de Bruxelles 2005- Cabernet Sauvignon 2003, Silver Medal
Catad'or Hyatt 2005- Sauvignon Blanc Reserve 2005, Gold Medal
- Merlot Grand Reserve 2005, Gold Medal
- Chardonnay Reserve 2005, Silver Medal
Catad'or Hyatt 2004- Merlot Reserve 2003, Gold Medal
- Cabernet Sauvignon 2003, Gold Medal
- Merlot 2003, Silver Medal
Concours Mondial in Brussels 2004- Carménère Reserve 2002, Great Gold Medal
Catad'or Hyatt 2003- Merlot Reserve 2003, Gold Medal
- Cabernet Sauvignon 2003, Gold Medal
- Carménère Reserve 2002, Silver Medal
- Carménère 2002, Silver Medal
- Sauvignon Blanc 2004, Silver Medal
- Merlot 2003, Silver Medal
Concours Mondial de Brussels 2003- Carménère 2002, Silver Medal
37th Vinitaly International Competition- Carménère Reserve 2002, Great Mention
International Wine Challenge 2003- Carménère Reserve 2002, Silver Medal

domingo, 3 de abril de 2011

Domaine A.F. Gros Hautes Cotes de Nuits, 2006, Borgonha


Depois de um mês de ausência, e muitos vinhos acumulados para atualizar, retorno com esse "achado".
Brindamos às pessoas queridas e nem sempre presentes, como a minha prima que veio da Itália para o Carnaval carioca.
Foi com ela que pude experimentar esse típico borgonha.
Perfeito!
Frutado, aromático e de coloração rubi claro e cristalino.
Equilibrado, leve e elegante.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Mouton Cadet Blanc 2008 (Baron Philippe de Rothschild)


A primeira coisa que me chamou a atenção quando trouxe para casa foi coloração. Um amarelo, ligeiramente puxado para o bege, com reflexos dourados, muito brilhante.
Quando abri, senti o aroma suave, frutado.
Paladar refrescante, lembrando frutas e com boa acidez.
Um vinho bem equilibrado, mas não é nada de inesquecível.
Elaborado com as uvas Sauvignon Blanc 60%, Semillion 30% e Muscadelle 10%, em Pauillac, região de Bordeaux.
Teor alcoólico: 12%
Produtor: Baron Philippe de Rotschild (na realidade isso é um império e não um vinhedo - depois coloco um post só sobre o "Barão")
Preço na faixa de R$64,00.
Esse foi degustado numa noite chuvosa, no meio da semana, bem geladinho, com queijos gouda e minas temperado, e umas torradinhas de tomate seco. Simples, suave e muito bom.

terça-feira, 1 de março de 2011

Herdade do Esporão Monte Velho 2009


  Um dos vinhos portugueses mais vendidos no Brasil e parece ser o mais vendido em Portugal. Sua avaliação não é unânime. Já ouvi diversas opiniões distintas sobre ele.

Contra-rótulo:
“Elaborado a partir de uma selecção de castas regionais alentejanas, Trincadeira, Aragonês e Castelão. Com sabor a fruta madura, arredondado pelo leve estagio em madeira, este vinho revela bom corpo e equilíbrio, com uma estrutura de taninos suaves”

Elaborado com uvas Trincadeira, Aragonês e Castelão.
Coloração vermelho-rubi intenso com alguma profundidade.                          
Aroma com boa intensidade, notas de ameixa, fundo levemente defumado.
Na boca é um vinho macio, de taninos suaves e frutado, com toque de especiaria.
Passou por seis meses em inox e em madeira de carvalho americano.
Vinho pronto para beber mas que pode aguentar uns 5 anos de guarda.
Na faixa de R$40,00. Bom custo/benefício em se tratando de um vinho para dia a dia.
Se for para alguma ocasião especial, existem outros portugueses bem mais impactantes.

Curiosidade: na parte branca do contra-rótulo consta um código GOOGLE AVIN 7608038256432.
Ao digitá-lo o google indica todas páginas com referências  a este vinho. Vale dar uma olhada.

Bourgogne Chanson Père & Fils Pouilly-Fuissé 2007



A colheita de 2007 após uma primavera quente e um verão com bastante sol e vento norte, as uvas concentraram bastante seus sabores. A colheita teve início no meado de setembro. Uma seleção cuidadosa das uvas produziu vinhos brancos puros, balanceados e acidez.
Envelhecimento em barris de carvalho por 8 meses.
Coloração amarelo palha brilhante. Aroma floral, notas de frutas frescas e um toque de baunilha.
Corpo denso e bem estruturado com mineralidade delicada, boa acidez. Final longo e refrescante.
Teor alcoólico de 13%.
Cai bem com peixe, queijo de cabra e até frios não muito condimentados.
Preço: em torno de R$ 80,00

Curiosidade: Este Domaine tem história. Foi fundado sob o reinado de Luis XV. Quando a família Chanson assumiu o controle da propriedade no século 19, eles já possuíam propriedades em Beaune, Savigny-lès-Beaune e Pernand-Vergelesses, que adicionaram ao negócio. Também detém a propriedade de alguns dos melhores vinhedos Premiers e Grand na Borgonha. Este Domaine de 45 hectares é gerenciado por Gilles de Courcel e seu time. O enólogo Jean-Pierre Confuron, da célebre dinastia Vosne-Romanée, está sempre melhorando a qualidade de seleção.

Col d'Orcia Rosso di Montalcino DOC 2007


Mais um ótimo tinto italiano.
Uva: 100% Sangiovese
Coloração vermelho rubi com reflexos violeta. Aroma intenso e bem acentuado da sangiovese.
Cheio e complexo. Frutado e enriquecido com especiarias e um ligeiro carvalho. Taninos presentes mas equilibrados.

A Col d'Orcia também é reconhecida internacionalmente como uma das produtoras do Brunello di Montalcino. Col d'Orcia is the internationally celebrated producer of one of Italy's most revered red wines, Brunello di Montalcino. Localizada no alto de um morro da cidade medieval de Montalcino, em Siena, província da Toscana. A vinícola tem uma rica história em produzir vinhos desde 1700.
Paguei uns US$25,00. Valeu cada centavo.


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ca'Tullio Aquileia Pinot Grigio DOC 2009


Sabe aquela noite de sexta-feira em que o cansaço bate e você se rende à preguiça?
Ontem foi assim. Sair para jantar? Aaaaaa, não. Queria ficar em casa e descansar para aproveitar melhor o sábado. Então, bate aquela vontade de comer alguma coisa diferente que não sei o que é. Abri a geladeira, olhei, olhei... Hummmm. Por que não uns petiscos?
Mousse de atum, queijos variados, tomatinhos temperados, castanhas de caju... Tudo fácil e rápido. E para beber?
Revirando as minhas garrafinhas, achei esse pinot grigio e pensei logo: é esse!
E foi.
Muito fácil de beber. Uma coloração amarelo palha muito bonita e brilhante com alguns reflexos que me pareciam cinza-esverdeados. Aroma intenso, floral e com notas de banana e abacaxi.
Na boca é encorpado, frutado e com mineralidade na medida.
Elaborado com uvas 100% pinot grigio.
Teor alcoólico de 13%.
Fermentado em cubas de inox com temperatura controlada, utilizando leveduras selecionadas e circulação regular de borras finas por 3 meses. O vinho é amadurecido em tanques antes de ser engarrafado.
As vinhas da Ca'Tulio são cultivadas no Friuli, nordeste da Itália entre o norte do Adriático e os Alpes da região, em Aquileia.

Curiosidade: A Ca'Tulio foi uma das vinícolas que adotou o Regulamento 2078/92 da União Europeia, que prevê drástica redução de pesticidas nas vinhas, regulando número e tipo.

Gosto quando vejo algum tipo de preocupação com o meio ambiente e faço questão de divulgar.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Nederburg Winemaster's Reserve Shiraz 2009


Preciso fazer um mea culpa e admitir a minha ignorância ao dizer que não gostava muito dos sul africanos.
Esse meu desentendimento se deu por conta de dois fatores: tempo e armazenagem.
Explico: Fui tentar tomar um Fleur du Cap 2004 em 2010 que enfrentou mudanças de residência, calor e todas as condições adversas que um vinho pode suportar (ou não pode, melhor dizendo). Estava horrível.
E fiquei com essa má impressão até o Maurício, da Grand Cru da Barra me explicar que os sul africanos, na maioria das vezes, já vêm prontinhos para tomar, não necessitando de guarda. Na verdade, não tentei guardar, o vinho ficou esquecido mesmo. Quando lembrei e abri, decepção total.
Até o Nederburg. Quando tudo mudou e percebi a injustiça que estava cometendo.
Viva a África do Sul! Vou correndo comprar um Fleur du Cap - mais jovem, é claro.
Seguem os dados desse excelente sul africano.
"Nederburg é a vinícola líder e mais condecorada da África do Sul, tendo recebido mais prêmios internacionais e nacionais do que qualquer outra vinícola sul africana.
Principal marca de vinhos da Distell, Nederburg é exportada para os mais importantes mercados do Reino Unido, Europa, América do Norte e América Latina, onde vem construindo uma reputação de vinhos de estilo clássico com ricos sabores frutados. Seu crescente sucesso como uma marca global de estilo de vida é o resultado de uma estrutura que inclui permanente pesquisa viticultural e a implementação de técnicas pioneiras de viticultura, uvas de altíssima qualidade, um grande investimento em instalações para elaboração de vinho e uma rede internacional de distribuição e marketing.
O romeno Razvan Macici lidera o time como enólogo chefe. Ele é auxiliado por dois enólogos sul africanos, Elunda Basson, que elabora os tintos, e Tariro Masayiti, que faz os brancos.Com sua marca registrada de finesse e fruta, os vinhos Nederburg são feitos para quem tem sede de descobertas."
Fonte: Casa Flora
As uvas foram colhidas à mão e por máquinas, os bagos são prensados e a fermentação alcoólica em tanques de aço inox, por duas semanas. Passa por fermentação maloláctica (transformação do ácido málico em ácido láctico). O processo de envelhecimento ocorre em barricas novas, de primeiro e segundo uso, carvalho francês, americado e da europa central por 12-18 meses antes do engarrafamento.
Coloração vermelho rubi. e aroma de frutas vermelhas maduras, especiarias e toques de chocolate amargo.
Na boca é seco, acidez equlibrada com taninos finos e final intenso.
Teor alcoólico: 14 % vol
Servi hoje com um ravioli bem condimentado e ficou perfeito. Fiz questão de voltar aqui para escrever e me redimir com a África do Sul.
Curiosidade: A Distell também é a dona da marca do licor Amarula, que dispensa apresentações. Quem não conhece o famoso licor do elefante?

Degustação Viña Koyle pte I - Koyle Royale Cabernet Sauvignon 2007


Já faz um tempinho, mas não poderia deixar de registrar a degustação dos vinhos da Viña Koyle.
Fui sem muita expectativa porque, para mim, se tratava apenas de mais uns vinhos chilenos. Quase desisti e voltei para casa no meio do caminho porque nessa noite o Rio de Janeiro estava PARADO. Cheguei a ligar para o local, na Barra, para saber se já havia começado, e me tranquilizaram avisando que outras pessoas haviam ficado presas no trânsito e dariam uma tolerância para aguardar os atrasados. Isso foi o que me estimulou a prosseguir. Sorte minha.
A degustação foi promovida pelo simpático Patrício Torres, gerente comercial da Koyle, que explicou os métodos de elaboração de cada vinho, bem como suas características.
Ao final, um jantar harmonizado para encerrar a noite com chave de ouro. No cardápio, nhoque com ragu de cordeiro e cogumelos com torta de cupuaçu de sobremesa.
Vamos ao que interessa: o Koyle Royale Cabernet Sauvignon 2007.
Elaborado com Cabernet Sauvignon 85%, Malbec 9% e Carménère 6%, colhidas e selecionadas manualmente. Envelhecido em barris de carvalho francês por 18 meses.
Foi o terceiro vinho apresentado, e o segundo que eu mais gostei.
O que mais me chamou a atenção foi o aroma. Mesmo antes de aproximar a taça do rosto, já era possível sentir. Intenso mesmo, com frutas, especiarias e madeira. Tudo muito equilibrado.
Coloração vermelho púrpura.
Na boca é encorpado, taninos equilibrados e persistente.
Teor alcoólico de 14,5%
WE 92
Custa R$79,00 e é um excelente custo/benefício, dada a qualidade do vinho.
Gostei  muito. Trouxe para casa.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Bouchard Bourgogne Rouge La Vignée 2008


Este Borgonha está fresquinho na memória.
Acompanhou com muita delicadeza uma bruscheta de 4 funghi.
Um Pinot Noir frutado e muito leve.
Coloração vermelho brilhante e translúcido. Aroma suavemente amadeirado. Teor alcoólico de 12,5%
Na boca lembra frutas vermelhas.
Vinho agradável mas não chega a ser um bom custo/benefício, já que a garrafa está custando em torno de R$90,00. Sem dúvida é um bom vinho, mas, pela procedência e qualificação do produtor, esperava mais.
Elaborado com uvas 100% Pinot Noir pela Maison Bouchard, maior proprietária de Premiers Crus de Beaune. Fundada em 1731, trabalha em parceria com pequenos viticultores que cultivam pequenas parcelas de terra de forma individualizada.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Pregio 2008 IGT Casa Montalbano


Dentro de um navio com bandeira italiana, tripulação predominantemente italiana, cardápios italianos, é claro que não poderia deixar de acompanhar as refeições com vinhos italianos.
Dada a quantidade e variedade de pratos que eram servidos, ficava mesmo confuso pensar em um único vinho para acompanhar todos os pratos.
Como haveria saladas, lagosta e frutos do mar, me agarrei a essa deixa e escolhi um vinho branco da Sicília que nunca ouvi falar. Ficou ótimo! Até que dou sorte com os vinhos da Sicília. No outro dia, em um restaurante aqui no Rio, disparei o dedo na carta de vinhos quando vi outro branco da Sicília, para poder acompanhar um bobó. Mas esse é papo para outro post.
Hoje vou me ater ao Pregio.
Elaborado 100% com uvas Catarratto Bianco Lucido.
Fermentação sob temperatura controlada de 16- 17 °C em tanques de aço com monitoramento contínuo.
Coloração amarelo palha com reflexos dourados.
Aroma com notas de abacaxi e baunilha.
Vibrante na boca e com boa acidez.
Teor alcoólico: 12,5%
A Casa Montalbano está localizada em Sambuca di Sicilia, na província de Agrigento, região da Sicília e adota o sistema de qualidade ISO 9002, que combina métodos artesanais tradicionais e modernas tecnologias. Como comercializa, além de vinhos, vários outros produtos típicos da Sicília, como licores, azeites, patês e conservas, a empresa faz questão de citar que todos os seus produtos são livres de conservantes, corantes e realçadores de sabor, fato que me deixou animada a prestigiar a marca. Infelizmente, ainda não encontrei nenhum Pregio por aqui, muito menos as charmosas conservas... Mais um motivo para um retorno à "Bota".

Curiosidade:
"A uva branca Catarratto cresce quase que exclusivamente na Sicília, em uma área de cerca de 700km2, tornando-a a segunda espécie de uva branca mais cultivada na Itália. Também é conhecida como Catarratto Bianco e há em duas formas: Catarrato Bianco Comune e o Catarrato Bianco Lucido, de melhor qualidade.
Os vinhos são aromáticos e de boa estrutura. Dessa uva são produzidos um vinho-licor Likorwein da Sicília e o Vermut. Catarrato também faz parte de muitos outros vinhos, como a Etna DOC, onde esta espécie é a dominante."
Fonte: http://www.adega24h.com/

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Nederburg Winemaster's Reserve Syrah 2009


Tenho que fazer um mea culpa e tentar me redimir do tempo em que não queria nem chegar perto de um vinho sul africano.
Ocorre que estava guardado aqui em casa, esquecido no fundo do armário de bebidas, um Fleur du Cap Pinotage 2004. Lembrei dele fazendo uma arrumação no ano passado e resolvi abri-lo. Estava um horror. Pronto. Foi um pé para que eu não me interessasse mais pelos vinhos da África do Sul. Quanta injustiça!
A pobre garrafa sofreu com dois fatores terríveis: tempo e armazenagem.
Aprendi que a maioria dos vinhos sul africanos já vêm prontinhos para beber. Não deveria ter ficado tanto tempo guardado. Ainda mais sob condições inadequadas de armazenagem como estava.
Até que conheci esse ótimo syrah e me dei conta da barbaridade que estava cometendo. Comigo mesma, pois estava deixando de experimentar vinhos excelentes por um erro meu.
Então, faço questão de colocá-lo entre os primeiros postados para que não caia novamente no esquecimento.
Vamos às informações desse Nederburg.
Elaborado com uvas 100% syrah, colhidas manualmente e com máquinas. A fermentação alcoólica ocorre em tanques de aço inoxidável por duas semanas e passa por envelhecimento em barricas novas por 12 a 18 meses antes do engarrafamento.
Possui coloração vermelho rubi e aroma de frutas vermelhas maduras e especiarias, com leve toque de chocolate amargo.
Na boca é seco, com acidez equlibrada, taninos finos e final intenso.
Teor alcoólico: 14%

Casou super bem com o ravioli de ricota com um molho bem temperado e puxadinho na pimenta que preparei hoje. Hummm.

Curiosidade: A vinícula Nederburg (líder e mais condecorada vinícola da Africa do Sul), localizada em Paarl, possui uma tradição de mais de duzentos anos e atualmente pertence à companhia Distell. A Distell é a detentora, entre outras marcas, da tradicional marca de licor Amarula - que dispensa apresentações. Quem é que não conhece o famoso licor sul africano com o elefante no rótulo?
E o enólogo chefe da Nederburg é um romeno: Razvan Macici, que é auxiliado por dois enólogos sul africanos, Elunda Basson, responsável pelos tintos, e Tariro Masayiti, que elabora os brancos.

Agora, mal entendido desfeito, é só procurar mais sul africanos.
Waka waka, eh eh! This time for Africa!

2009 Fondo Antico Grillo Parlante Sicilia Bianco IGT


Falar deste vinho é falar de um dos lugares mais charmosos da Itália, na minha opinião.
Não, não estou falando da Sicília porque ainda não tive a oportunidade de conhecer.
Estou falando do Lago de Como, que foi onde pude conhecer o Grillo. Acompanhou lindamente um prato de massa, no final da tarde, num dos restaurantes à beira do lago onde os garçons têm a gentileza de trazer um cobertorzinho para proteger do vento gelado do final de outubro.
Tudo bem que o cenário ajudou, mas o vinho do sul caiu muito bem com o prato do norte. A Itália tem desses coisas.
Produzido com uvas 100% grillo, mesma utilizada para produzir o famoso vinho de sobremesa Marsala. Teor alcoolico de 13,5%. Seco, acidez equilibrada e aroma com notas florais. Não passou por barris de madeira e sim tanques de aço, onde tem a temperatura da fermentação controlada.

Quinta Hinojal 2004, Vino de La Tierra de Castilla y León


Comprei esse vinho na loja Gran Reserva, do shopping Nova América, aqui no Rio, por R$48,00, após uma degustação. 100% tempranillo, envelhecido en roble.
Adorei e resolvi acrescentar ao blog para não esquecê-lo - não posso confiar na minha memória, ainda mais em época de várias degustações. Se demorar demais a postar, não lembrarei mais da história, do preço... Enfim, das informações relevantes sobre cada vinho.
Algumas informações sobre a região produtora:
Castilla y León é uma região da Espanha que abrange várias áreas vinícolas como Toro, Ribera del Duero, Rueda e uma parte da Rioja. O "Vino de La Tierra de Castilla y León" é uma indicação de procedência que permite aos viticultores trabalhar uvas de diferentes origens com maior liberdade, sem se ater a legislações muito específicas.
 Além do "Vino de La Tierra de Castilla y León" (VTCO), a região vinícola de Castilla Y León possui também as seguintes denominações: Sobre a bodega que produz o Quinta, ainda estou pesquisando. Assim que encontrar, coloco aqui.
- Arlanza  (DO)
- Arribes  (DO)
- Cigales  (DO)
- Ribera del Duero  (DO)
- Rueda  (DO)
- Tierras de León  (DO)
- Toro  (DO)
- Valles de Benavente  (VCPRD)
- Zamora  (DO)





 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Laurence Féraud Sélection Séguret 2007

Bem, vamos arregaçar as mangas e começar a brincadeira.
Pode parecer "lugar comum", mas tenho que confessar que tenho um xodó por vinhos franceses.
No ano passado, achei este na promoção da Grand Cru por R$59,00 e resolvi comprar.
Não sabia nada sobre ele e resolvi pesquisar quando já estava prestes a abri-lo, ontem à noite.
"Sob a seleção e rótulo de Laurence Feraud , o brilhante 2007 Cotes du Rhone Villages Seguret Les Pialons merece uma excelente avaliação. Uma mistura de 90% Grenache e 10% Syrah, sua profunda cor púrpura rubi é seguida por notas de cassis, grafite e terra. Textura jovem, fresca e vívida, pode ser saboreado pelos próximos 7-8 anos.
(...)
A inigualável família Feraud, verdadeiros guardiães do mais tradicional estilo da Provence e de várias apelations Rhône, tem à frente a filha Laurence com seu carismático pai, Paul, sempre em cena e sua mãe na administração. (...)
2007 é inegavelmente uma ótima safra para os vinhos Feraud."
Resumo e tradução livre do site:
http://www.millesimes.com/millesime/9985/Laurence+F%E9raud+S%E9lection+S%E9guret+2007.html
O que eu achei desse vinho?
Olha, ainda não cheguei ao estágio de definir "notas de cassis pisado", mas já experimentei Côtes du Rhône melhores (porém bem mais caros). É um vinho com um toque frutado, realmente passa um frescor e um equilíbrio. Taninos bem suaves. Fácil de tomar.
Robert Parker’s Wine Advocate (WA): 90
"The outstanding 2007 Cotes du Rhone-Villages Seguret is a brilliant wine as well as a fabulous bargain. Aromas of licorice, lavender, cassis, and kirsch emerge from this dense ruby/purple-hued offering. Full-bodied and pure with the sweet tannins that make this vintage so impressive, it can be enjoyed over the next 5-6 years."



Spazio

O Spazio acabou de nascer.
Veio da curiosidade que surgiu entre um vinho e outro.
Sempre gostei muito desse universo e agora comecei a estudar o assunto com mais afinco.
Decidi catalogar os vinhos degustados, curiosidades, coisas que venho aprendendo, leituras interessantes e tudo o mais que tenha relação com a enofilia.
É uma ideia que estava na minha cabeça e vinha ganhando forma há algum tempo.
Na verdade, não vinha ganhando forma, vinha ganhando vontade e disposição para começar, já que a forma eu não faço a menor ideia qual será.
Não ficarei atribuindo notas e nem avaliando porque existem vários blogs fazendo isso e com autores muito mais qualificados do que eu, mas colocarei minhas impressões para poder catalogar, aos poucos, tudo o que for aprendendo nesse caminho.
Espero poder facilitar a vida dos meus amigos que volta e meia pedem alguma dica. Aqui poderão encontrar informações sobre os vinhos que tive a oportunidade de degustar.
Tim tim!