sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ca'Tullio Aquileia Pinot Grigio DOC 2009


Sabe aquela noite de sexta-feira em que o cansaço bate e você se rende à preguiça?
Ontem foi assim. Sair para jantar? Aaaaaa, não. Queria ficar em casa e descansar para aproveitar melhor o sábado. Então, bate aquela vontade de comer alguma coisa diferente que não sei o que é. Abri a geladeira, olhei, olhei... Hummmm. Por que não uns petiscos?
Mousse de atum, queijos variados, tomatinhos temperados, castanhas de caju... Tudo fácil e rápido. E para beber?
Revirando as minhas garrafinhas, achei esse pinot grigio e pensei logo: é esse!
E foi.
Muito fácil de beber. Uma coloração amarelo palha muito bonita e brilhante com alguns reflexos que me pareciam cinza-esverdeados. Aroma intenso, floral e com notas de banana e abacaxi.
Na boca é encorpado, frutado e com mineralidade na medida.
Elaborado com uvas 100% pinot grigio.
Teor alcoólico de 13%.
Fermentado em cubas de inox com temperatura controlada, utilizando leveduras selecionadas e circulação regular de borras finas por 3 meses. O vinho é amadurecido em tanques antes de ser engarrafado.
As vinhas da Ca'Tulio são cultivadas no Friuli, nordeste da Itália entre o norte do Adriático e os Alpes da região, em Aquileia.

Curiosidade: A Ca'Tulio foi uma das vinícolas que adotou o Regulamento 2078/92 da União Europeia, que prevê drástica redução de pesticidas nas vinhas, regulando número e tipo.

Gosto quando vejo algum tipo de preocupação com o meio ambiente e faço questão de divulgar.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Nederburg Winemaster's Reserve Shiraz 2009


Preciso fazer um mea culpa e admitir a minha ignorância ao dizer que não gostava muito dos sul africanos.
Esse meu desentendimento se deu por conta de dois fatores: tempo e armazenagem.
Explico: Fui tentar tomar um Fleur du Cap 2004 em 2010 que enfrentou mudanças de residência, calor e todas as condições adversas que um vinho pode suportar (ou não pode, melhor dizendo). Estava horrível.
E fiquei com essa má impressão até o Maurício, da Grand Cru da Barra me explicar que os sul africanos, na maioria das vezes, já vêm prontinhos para tomar, não necessitando de guarda. Na verdade, não tentei guardar, o vinho ficou esquecido mesmo. Quando lembrei e abri, decepção total.
Até o Nederburg. Quando tudo mudou e percebi a injustiça que estava cometendo.
Viva a África do Sul! Vou correndo comprar um Fleur du Cap - mais jovem, é claro.
Seguem os dados desse excelente sul africano.
"Nederburg é a vinícola líder e mais condecorada da África do Sul, tendo recebido mais prêmios internacionais e nacionais do que qualquer outra vinícola sul africana.
Principal marca de vinhos da Distell, Nederburg é exportada para os mais importantes mercados do Reino Unido, Europa, América do Norte e América Latina, onde vem construindo uma reputação de vinhos de estilo clássico com ricos sabores frutados. Seu crescente sucesso como uma marca global de estilo de vida é o resultado de uma estrutura que inclui permanente pesquisa viticultural e a implementação de técnicas pioneiras de viticultura, uvas de altíssima qualidade, um grande investimento em instalações para elaboração de vinho e uma rede internacional de distribuição e marketing.
O romeno Razvan Macici lidera o time como enólogo chefe. Ele é auxiliado por dois enólogos sul africanos, Elunda Basson, que elabora os tintos, e Tariro Masayiti, que faz os brancos.Com sua marca registrada de finesse e fruta, os vinhos Nederburg são feitos para quem tem sede de descobertas."
Fonte: Casa Flora
As uvas foram colhidas à mão e por máquinas, os bagos são prensados e a fermentação alcoólica em tanques de aço inox, por duas semanas. Passa por fermentação maloláctica (transformação do ácido málico em ácido láctico). O processo de envelhecimento ocorre em barricas novas, de primeiro e segundo uso, carvalho francês, americado e da europa central por 12-18 meses antes do engarrafamento.
Coloração vermelho rubi. e aroma de frutas vermelhas maduras, especiarias e toques de chocolate amargo.
Na boca é seco, acidez equlibrada com taninos finos e final intenso.
Teor alcoólico: 14 % vol
Servi hoje com um ravioli bem condimentado e ficou perfeito. Fiz questão de voltar aqui para escrever e me redimir com a África do Sul.
Curiosidade: A Distell também é a dona da marca do licor Amarula, que dispensa apresentações. Quem não conhece o famoso licor do elefante?

Degustação Viña Koyle pte I - Koyle Royale Cabernet Sauvignon 2007


Já faz um tempinho, mas não poderia deixar de registrar a degustação dos vinhos da Viña Koyle.
Fui sem muita expectativa porque, para mim, se tratava apenas de mais uns vinhos chilenos. Quase desisti e voltei para casa no meio do caminho porque nessa noite o Rio de Janeiro estava PARADO. Cheguei a ligar para o local, na Barra, para saber se já havia começado, e me tranquilizaram avisando que outras pessoas haviam ficado presas no trânsito e dariam uma tolerância para aguardar os atrasados. Isso foi o que me estimulou a prosseguir. Sorte minha.
A degustação foi promovida pelo simpático Patrício Torres, gerente comercial da Koyle, que explicou os métodos de elaboração de cada vinho, bem como suas características.
Ao final, um jantar harmonizado para encerrar a noite com chave de ouro. No cardápio, nhoque com ragu de cordeiro e cogumelos com torta de cupuaçu de sobremesa.
Vamos ao que interessa: o Koyle Royale Cabernet Sauvignon 2007.
Elaborado com Cabernet Sauvignon 85%, Malbec 9% e Carménère 6%, colhidas e selecionadas manualmente. Envelhecido em barris de carvalho francês por 18 meses.
Foi o terceiro vinho apresentado, e o segundo que eu mais gostei.
O que mais me chamou a atenção foi o aroma. Mesmo antes de aproximar a taça do rosto, já era possível sentir. Intenso mesmo, com frutas, especiarias e madeira. Tudo muito equilibrado.
Coloração vermelho púrpura.
Na boca é encorpado, taninos equilibrados e persistente.
Teor alcoólico de 14,5%
WE 92
Custa R$79,00 e é um excelente custo/benefício, dada a qualidade do vinho.
Gostei  muito. Trouxe para casa.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Bouchard Bourgogne Rouge La Vignée 2008


Este Borgonha está fresquinho na memória.
Acompanhou com muita delicadeza uma bruscheta de 4 funghi.
Um Pinot Noir frutado e muito leve.
Coloração vermelho brilhante e translúcido. Aroma suavemente amadeirado. Teor alcoólico de 12,5%
Na boca lembra frutas vermelhas.
Vinho agradável mas não chega a ser um bom custo/benefício, já que a garrafa está custando em torno de R$90,00. Sem dúvida é um bom vinho, mas, pela procedência e qualificação do produtor, esperava mais.
Elaborado com uvas 100% Pinot Noir pela Maison Bouchard, maior proprietária de Premiers Crus de Beaune. Fundada em 1731, trabalha em parceria com pequenos viticultores que cultivam pequenas parcelas de terra de forma individualizada.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Pregio 2008 IGT Casa Montalbano


Dentro de um navio com bandeira italiana, tripulação predominantemente italiana, cardápios italianos, é claro que não poderia deixar de acompanhar as refeições com vinhos italianos.
Dada a quantidade e variedade de pratos que eram servidos, ficava mesmo confuso pensar em um único vinho para acompanhar todos os pratos.
Como haveria saladas, lagosta e frutos do mar, me agarrei a essa deixa e escolhi um vinho branco da Sicília que nunca ouvi falar. Ficou ótimo! Até que dou sorte com os vinhos da Sicília. No outro dia, em um restaurante aqui no Rio, disparei o dedo na carta de vinhos quando vi outro branco da Sicília, para poder acompanhar um bobó. Mas esse é papo para outro post.
Hoje vou me ater ao Pregio.
Elaborado 100% com uvas Catarratto Bianco Lucido.
Fermentação sob temperatura controlada de 16- 17 °C em tanques de aço com monitoramento contínuo.
Coloração amarelo palha com reflexos dourados.
Aroma com notas de abacaxi e baunilha.
Vibrante na boca e com boa acidez.
Teor alcoólico: 12,5%
A Casa Montalbano está localizada em Sambuca di Sicilia, na província de Agrigento, região da Sicília e adota o sistema de qualidade ISO 9002, que combina métodos artesanais tradicionais e modernas tecnologias. Como comercializa, além de vinhos, vários outros produtos típicos da Sicília, como licores, azeites, patês e conservas, a empresa faz questão de citar que todos os seus produtos são livres de conservantes, corantes e realçadores de sabor, fato que me deixou animada a prestigiar a marca. Infelizmente, ainda não encontrei nenhum Pregio por aqui, muito menos as charmosas conservas... Mais um motivo para um retorno à "Bota".

Curiosidade:
"A uva branca Catarratto cresce quase que exclusivamente na Sicília, em uma área de cerca de 700km2, tornando-a a segunda espécie de uva branca mais cultivada na Itália. Também é conhecida como Catarratto Bianco e há em duas formas: Catarrato Bianco Comune e o Catarrato Bianco Lucido, de melhor qualidade.
Os vinhos são aromáticos e de boa estrutura. Dessa uva são produzidos um vinho-licor Likorwein da Sicília e o Vermut. Catarrato também faz parte de muitos outros vinhos, como a Etna DOC, onde esta espécie é a dominante."
Fonte: http://www.adega24h.com/

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Nederburg Winemaster's Reserve Syrah 2009


Tenho que fazer um mea culpa e tentar me redimir do tempo em que não queria nem chegar perto de um vinho sul africano.
Ocorre que estava guardado aqui em casa, esquecido no fundo do armário de bebidas, um Fleur du Cap Pinotage 2004. Lembrei dele fazendo uma arrumação no ano passado e resolvi abri-lo. Estava um horror. Pronto. Foi um pé para que eu não me interessasse mais pelos vinhos da África do Sul. Quanta injustiça!
A pobre garrafa sofreu com dois fatores terríveis: tempo e armazenagem.
Aprendi que a maioria dos vinhos sul africanos já vêm prontinhos para beber. Não deveria ter ficado tanto tempo guardado. Ainda mais sob condições inadequadas de armazenagem como estava.
Até que conheci esse ótimo syrah e me dei conta da barbaridade que estava cometendo. Comigo mesma, pois estava deixando de experimentar vinhos excelentes por um erro meu.
Então, faço questão de colocá-lo entre os primeiros postados para que não caia novamente no esquecimento.
Vamos às informações desse Nederburg.
Elaborado com uvas 100% syrah, colhidas manualmente e com máquinas. A fermentação alcoólica ocorre em tanques de aço inoxidável por duas semanas e passa por envelhecimento em barricas novas por 12 a 18 meses antes do engarrafamento.
Possui coloração vermelho rubi e aroma de frutas vermelhas maduras e especiarias, com leve toque de chocolate amargo.
Na boca é seco, com acidez equlibrada, taninos finos e final intenso.
Teor alcoólico: 14%

Casou super bem com o ravioli de ricota com um molho bem temperado e puxadinho na pimenta que preparei hoje. Hummm.

Curiosidade: A vinícula Nederburg (líder e mais condecorada vinícola da Africa do Sul), localizada em Paarl, possui uma tradição de mais de duzentos anos e atualmente pertence à companhia Distell. A Distell é a detentora, entre outras marcas, da tradicional marca de licor Amarula - que dispensa apresentações. Quem é que não conhece o famoso licor sul africano com o elefante no rótulo?
E o enólogo chefe da Nederburg é um romeno: Razvan Macici, que é auxiliado por dois enólogos sul africanos, Elunda Basson, responsável pelos tintos, e Tariro Masayiti, que elabora os brancos.

Agora, mal entendido desfeito, é só procurar mais sul africanos.
Waka waka, eh eh! This time for Africa!

2009 Fondo Antico Grillo Parlante Sicilia Bianco IGT


Falar deste vinho é falar de um dos lugares mais charmosos da Itália, na minha opinião.
Não, não estou falando da Sicília porque ainda não tive a oportunidade de conhecer.
Estou falando do Lago de Como, que foi onde pude conhecer o Grillo. Acompanhou lindamente um prato de massa, no final da tarde, num dos restaurantes à beira do lago onde os garçons têm a gentileza de trazer um cobertorzinho para proteger do vento gelado do final de outubro.
Tudo bem que o cenário ajudou, mas o vinho do sul caiu muito bem com o prato do norte. A Itália tem desses coisas.
Produzido com uvas 100% grillo, mesma utilizada para produzir o famoso vinho de sobremesa Marsala. Teor alcoolico de 13,5%. Seco, acidez equilibrada e aroma com notas florais. Não passou por barris de madeira e sim tanques de aço, onde tem a temperatura da fermentação controlada.

Quinta Hinojal 2004, Vino de La Tierra de Castilla y León


Comprei esse vinho na loja Gran Reserva, do shopping Nova América, aqui no Rio, por R$48,00, após uma degustação. 100% tempranillo, envelhecido en roble.
Adorei e resolvi acrescentar ao blog para não esquecê-lo - não posso confiar na minha memória, ainda mais em época de várias degustações. Se demorar demais a postar, não lembrarei mais da história, do preço... Enfim, das informações relevantes sobre cada vinho.
Algumas informações sobre a região produtora:
Castilla y León é uma região da Espanha que abrange várias áreas vinícolas como Toro, Ribera del Duero, Rueda e uma parte da Rioja. O "Vino de La Tierra de Castilla y León" é uma indicação de procedência que permite aos viticultores trabalhar uvas de diferentes origens com maior liberdade, sem se ater a legislações muito específicas.
 Além do "Vino de La Tierra de Castilla y León" (VTCO), a região vinícola de Castilla Y León possui também as seguintes denominações: Sobre a bodega que produz o Quinta, ainda estou pesquisando. Assim que encontrar, coloco aqui.
- Arlanza  (DO)
- Arribes  (DO)
- Cigales  (DO)
- Ribera del Duero  (DO)
- Rueda  (DO)
- Tierras de León  (DO)
- Toro  (DO)
- Valles de Benavente  (VCPRD)
- Zamora  (DO)





 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Laurence Féraud Sélection Séguret 2007

Bem, vamos arregaçar as mangas e começar a brincadeira.
Pode parecer "lugar comum", mas tenho que confessar que tenho um xodó por vinhos franceses.
No ano passado, achei este na promoção da Grand Cru por R$59,00 e resolvi comprar.
Não sabia nada sobre ele e resolvi pesquisar quando já estava prestes a abri-lo, ontem à noite.
"Sob a seleção e rótulo de Laurence Feraud , o brilhante 2007 Cotes du Rhone Villages Seguret Les Pialons merece uma excelente avaliação. Uma mistura de 90% Grenache e 10% Syrah, sua profunda cor púrpura rubi é seguida por notas de cassis, grafite e terra. Textura jovem, fresca e vívida, pode ser saboreado pelos próximos 7-8 anos.
(...)
A inigualável família Feraud, verdadeiros guardiães do mais tradicional estilo da Provence e de várias apelations Rhône, tem à frente a filha Laurence com seu carismático pai, Paul, sempre em cena e sua mãe na administração. (...)
2007 é inegavelmente uma ótima safra para os vinhos Feraud."
Resumo e tradução livre do site:
http://www.millesimes.com/millesime/9985/Laurence+F%E9raud+S%E9lection+S%E9guret+2007.html
O que eu achei desse vinho?
Olha, ainda não cheguei ao estágio de definir "notas de cassis pisado", mas já experimentei Côtes du Rhône melhores (porém bem mais caros). É um vinho com um toque frutado, realmente passa um frescor e um equilíbrio. Taninos bem suaves. Fácil de tomar.
Robert Parker’s Wine Advocate (WA): 90
"The outstanding 2007 Cotes du Rhone-Villages Seguret is a brilliant wine as well as a fabulous bargain. Aromas of licorice, lavender, cassis, and kirsch emerge from this dense ruby/purple-hued offering. Full-bodied and pure with the sweet tannins that make this vintage so impressive, it can be enjoyed over the next 5-6 years."



Spazio

O Spazio acabou de nascer.
Veio da curiosidade que surgiu entre um vinho e outro.
Sempre gostei muito desse universo e agora comecei a estudar o assunto com mais afinco.
Decidi catalogar os vinhos degustados, curiosidades, coisas que venho aprendendo, leituras interessantes e tudo o mais que tenha relação com a enofilia.
É uma ideia que estava na minha cabeça e vinha ganhando forma há algum tempo.
Na verdade, não vinha ganhando forma, vinha ganhando vontade e disposição para começar, já que a forma eu não faço a menor ideia qual será.
Não ficarei atribuindo notas e nem avaliando porque existem vários blogs fazendo isso e com autores muito mais qualificados do que eu, mas colocarei minhas impressões para poder catalogar, aos poucos, tudo o que for aprendendo nesse caminho.
Espero poder facilitar a vida dos meus amigos que volta e meia pedem alguma dica. Aqui poderão encontrar informações sobre os vinhos que tive a oportunidade de degustar.
Tim tim!